Os efeitos da sua personalidade na suas relações profissionais!

Muito se discute sobre a postura dita profissional dentro das empresas veterinárias. Entretanto, um dos maiores desafios continua sendo compreender que nem todos os aspectos da nossa personalidade devem ocupar o mesmo espaço nas relações de trabalho.
Empatia, respeito, cordialidade, colaboração e inteligência emocional são características que fortalecem equipes e tornam o ambiente mais saudável. Por outro lado, vaidades, preferências pessoais, afinidades, antipatias e conflitos emocionais não podem se tornar critérios para decisões que impactam pacientes, clientes, equipes e a própria sustentabilidade do negócio.
O grande equilíbrio está justamente em compreender que ser autêntico não significa agir impulsivamente.Ter opinião forte não pode ser desculpa para justificar a arrogância! Silenciar emails e mensagens de whatsapp deixando os interlocutores “no vácuo” por antipatia ou como prova de poder momentâneo e fugaz é infantilidade que beira a falta de profissionalismo.
No ambiente corporativo, maturidade profissional é a capacidade de separar sentimentos pessoais das responsabilidades técnicas e estratégicas que cada função exige.
Mas isso nos leva a uma reflexão importante: seria esse um dilema ético?
Em muitos casos, sim.
Será que os departamentos de RH chegaram a um consenso sobre essa questão afinal?.
Quando decisões deixam de ser fundamentadas em critérios técnicos, científicos, legais ou gerenciais para atender interesses pessoais, relações de amizade, disputas de poder ou ressentimentos, a ética profissional começa a perder espaço. E, quando isso acontece, o risco deixa de ser apenas organizacional: ele passa a comprometer a qualidade da assistência veterinária, a segurança dos processos, a confiança das equipes e a reputação da empresa.
O verdadeiro profissional não é aquele que elimina suas emoções, mas aquele que impede que elas interfiram naquilo que deve ser decidido com racionalidade, responsabilidade e competência.
Empresas maduras desenvolvem uma cultura onde opiniões são respeitadas, mas decisões são justificadas por critérios objetivos. Nesse ambiente, as relações pessoais deixam de comandar os processos, e os processos passam a proteger as pessoas.
Talvez essa seja uma das maiores demonstrações de profissionalismo: entender que, no ambiente corporativo, relacionamentos são importantes, mas nunca podem ser mais importantes do que a missão da organização, a ética da profissão e a responsabilidade técnica que sustenta cada decisão.
Pense nisso!
Por Sergio Lobato





