Startup levanta US$ 200 mi para criar cães ‘geneticamente aprimorados’ para uso militar
Projeto busca reduzir falhas no treinamento e melhorar o bem-estar Startup quer diminuir dependência americana de criadores europeus
George Hammond
SAN FRANCISCO I FINANCIAL TIMES Uma startup sediada no Texas que promete dar vantagem aos Unidns no campo de batalha reconstruindo o plantel nacional de “cães militares de trabalho” captou US$ 200 milhões de investidores como a Sequoia Capital e
a Ark Invest. A Warhound, idealizada pelo cofundador da Anduril, Palmer Luckey, e pelo empreendedor de software Ben Lamm, “produzirá cães de trabalho geneticamente aprimorados” em território americano e os equipará com tecnologia avançada para garantir que tenham “consciência situacional no campo de batalha” , informou a nova empresa.
A Warhound foi avaliada em US$ 1,2 bilhão em sua rodada de captação, já incluindo o novo investimento, segundo uma pessoa a par da operação.

Lamm, que concebeu o plano com Luckey há 18 meses, descreveu-o como um “programa Capitão América para cães [quel também resolve um problema real relacionado ao bem-estar desses animais”.
A excêntrica startup atraiu o interesse de alguns dos maiores nomes do Vale do Silício e de outros centros financeiros, entre eles Sequoia, Lux Capital, Franklin Templeton e In- Q-Tel, empresa de capital de risco criada pela CIA que investe em companhias de tecnologia em estágio inicial com aplicação direta em operações de inteligência e segurança nacional. A empresa de Lamm, Colossal Biosciences, atua na preservação de espécies, na clonagem animal P na “despytinçãn”, que define como “uma aplicação prática de tecnologia avançada de edição genética destinada a reconstruir o DNA de megafaunas extintas”. A companhia afirma estar em processo de promover a “desextinçáo do
mamute -lanoso”.
Sua tecnologia será usada para clonar e editar geneticamente cães de trabalho, em uma iniciativa que, segundo Lamm, melhoraria o desempenho e seria mais humana para os animais, muitos dos quais atualmente não conseguem concluir o treinamento.
“Nossa ideia é: selecionar os melhores cães, armazenar seu material em um biobanco e cloná-los… Além de clonar os cães, seria possível editá-los geneticamente e aumentar sua longevidade e seu desempenho. Isso é mais saudável para o cão, para o bombeiro, o policial ou o combatente”, afirmou Lamm, que integrará o conselho de administração da empresa.
A Anduril, fabricante de drones autônomos, submarinos e outros veículos militares — e uma das startups de tecnolgia de defesa mais conhecida dos Estados Unidos -, desenvolverá blindagem corporal e sistemas “cibernéticos” para melhorar o desempenho dos cães.
“O melhor amigo do homem merece a melhor tecnologia do homem” , afirmou Luckey, que não terá participação acionária na Warhound nem desempenhará funções na gestão cotidiana da empresa. A Warhound será comandada por David Spirk, ex-fuzileiro naval dos EUA, primeiro diretor de dados do Pentágono e ex-conselheiro sênior da Palantir Technologies.
A empresa pretende impulsionar a oferta nacional de cães de trabalho, cuja maioria vem atualmente de criadores europeus.
Spirk afirmou: “Liderar a Warhound e fortalecer a capacidade dos Estados Unidos no emprego de cães de trabalho é uma oportunidade de aplicar minha experiência a uma missão com a qual me importo profundamente: proteger as pessoas e ajudar os animais que lhes dão apoio”
Fonte: FINANCIAL TIMES



